ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOLOGIA ANALÍTICA

ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOLOGIA ANALÍTICA
Início em março/2016

O curso destina-se a psicólogos e profissionais com formações nas áreas humanas, estudiosos da teoria junguiana. O curso tem por objetivos analisar os princípios fundamentais da teoria Analítica de C.G.Jung e situar-se frente os seus próprios paradigmas, fazendo uso dos procedimentos, métodos e fundamentos da Psicologia Analítica, aplicando adequadamente os conhecimentos adquiridos, dentro da ética profissional e do digno de ser trabalhado. Além disso, o curso visa proporcionar conhecimentos para a pesquisa teórica-prática em Psicologia Analítica.

PROGRAMA DO CURSO:
– Introdução a Psicologia Analítica
– Bases e Fundamentos de Psicologia Analítica
– Construção, Desconstrução e Reconstrução em Análise
– Procedimentos e práxis da Psicologia Analítica
– Raízes filosóficas, epistemológicas, científicas e religiosas na obra junguiana
– Aspectos clínicos da análise junguiana
– Psicopatologia e a mitologia como ferramenta simbólica
– Objeto, Imagem e Corpo
– Didática do Ensino Superior
– Técnicas Expressivas e Vivências em Psicologia Analítica I E II
– Metodologia da Pesquisa
– Psicopatologias e Psicologia Analítica I E II

PÚBLICO ALVO: Psicólogos e profissionais das áreas de humanas.

DURAÇÃO: 12 meses (mais o período de entrega do TCC)

CARGA HORÁRIA: 420 horas/aula

PERIODICIDADE: Um final de semana por mês (sábado e domingo de 8h às 18h)

LOCAL DAS AULAS
Centro de Formação Martim Lutero
Rua Engenheiro Fábio Ruschi, 161, Bento Ferreira – Vitória/ES

INVESTIMENTO
Taxa de matrícula: 200,00
Mensalidade: 24 parcelas de R$324,00

PARA OS ALUNOS INSCRITOS ATÉ O DIA 30/11 VALOR PROMOCIONAL DE 24xR$249,00.

Certificadora: UNIFIA – CENTRO UNIVERSITÁRIO AMPARENSE – Mantenedora – UNISEPE – O Centro Universitário Amparense credenciado pela Portaria 195, de 23.01.2006, publicada à pág. 12 , Seção I do DOU nº 17, de 24.01.2006.

INSCRIÇÕES
cognitiva@institutocognitiva.com
www.institutocognitiva.com
(27)99696-8478

Pós-Graduação em Teoria e Prática Junguiana

Nova Turma. Venha estudar a Obra de C. G. Jung. Atendimento, Grupo de estudos no local. Clínica social de atendimento individual e de arteterapia em grupo.
Campus Tijuca: Início dia 17 de outubro de 2015. Um sábado e domingo de cada mês, terceiro final de semana, fora meses e feriados – avisados, 8h30 às 17h30.
Carga horária: 540 horas-aula sem as disciplinas optativas | 760 horas-aula com as disciplinas optativas (Duração: 27 meses) Fundado em 2002 pelos psicólogos junguianos Elizabeth Christina Cotta Mello e Maddi Damião Jr., membros analistas da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica – SBPA – RJ, filiada a IAAP em Zurique, e que em seus Doutorados e Pós-doutorados se dedicaram ao estudo dos fundamentos da psicologia junguiana, da relação desta com a arte e a ciência, e esses saberes foram passados e mantidos na identidade do curso.
Este curso conta com a colaboração de professores com formação como analistas, pela Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, com longa prática e formação acadêmica reconhecidas. Além destes há colaborados do Museu de Imagens do Inconsciente, professores convidados de fora do estado do Rio de Janeiro e de instituições de formação de analistas reconhecidas internacionalmente. Disciplinas optativas de atendimento e supervisão para psicólogos e médicos. Maiores informação em:
http://www.uva.br/…/pos-graduacao/teoria-e-pratica-junguiana e elcotta@hotmail.com

Alguns comentários introdutórios ao estudo do livro “Psicologia e Alquimia” de C. G. Jung

No mês de agosto de 2015, iniciamos o estudo do livro “Psicologia e Alquimia” do Jung no Grupo Aion. Em nosso primeiro encontro fiz alguns comentários sobre a importância da alquimia, especialmente no que tange a relação dos estudos de alquimia com o uso de técnicas expressivas, associando com a nossa prática clínica cotidiana. Assim, neste texto, eu gostaria de desenvolver um pouco do que conversamos nesse encontro, fazendo alguns comentários que foram feitos no grupo e acrescentando outros de forma a fazer uma aproximação ao “Psicologia e Alquimia”.

A alquimia de desenvolveu no ocidente a partir da aproximação da mística arte da metalurgia – relacionada com a mitologia celeste devido os meteoritos que foram encontrados e trabalhados ao longo da história humana – com a mística helenística, onde se encontravam diferentes tradições sejam elas cristãs, egípcias, gregas e muçulmanas. O termo Alquimia viria do grego Kemia , o negro associada com o prefixo Al, que indicava o Egito(chamado pelos gregos de país negro) como sua origem. Por isso a alquimia era chamada também de “arte negra”.

Durante um longo período da idade média, muito do conhecimento da antiguidade desapareceu do ocidente, vindo a ser redescoberto posteriormente – esse conhecimento foi preservado pelos muçulmanos, posteriormente, que posteriormente foi sendo traduzido para o latim. Na medida em a base empírica foi se separando da base espiritual, isto é, a alquimia foi se tornando química, a alquimia foi perdendo espaço.

Na perspectiva da psicologia do inconsciente o primeiro a perceber na alquimia como um material rico de estudo foi Herbert Silberer, um psicanalista vienense que publicou o livro “ “Probleme der Mystik und ihrer Symbolik” em 1914, onde analisava a alquimia e outras tendências místicas, pelo viés da psicanálise. Silberer relata que teve contato com um texto alquímico “A Parabola” e percebeu que era semelhante aos mitos e sonhos. Jung teve contato com esta obra de Siberer, contudo, o primeiro contato efetivo com a alquimia foi em 1928 , quando recebeu o livro “O Segredo da Flor de Ouro” traduzido por Richard Wilhelm que apresentava um texto de alquimia chinesa. Wilhelm solicitou que Jung fizesse uma introdução psicológica ao texto.

Jung relata em suas memórias que em 1930 solicitou ao um livreiro de Munique livros de alquimia, cujo contato inicial foi bem difícil. Posteriormente, a coleção de Jung de livros de alquimia veio a se tornar a maior coleção particular de livros de alquimia. Vale a pena ressaltar a psicologia analítica já estava consolidada em seus aspectos teóricos fundamentais quando Jung começou seu contato com a alquimia, ou seja, os conceitos junguianos não derivaram da alquimia, mas, foi justamente a similaridade dos estudos de Jung com o que ele encontrou na alquimia que o fascinou. Assim, estudo da alquimia se desenrolou a partir da década de 30 e representou uma ampliação da compreensão que Jung tinha da psique coletiva. A alquimia ofereceu a Jung um material rico, diverso e objetivo com o qual ele poderia confrontar suas observações sobre inconsciente com estes registros históricos.

Em suas memórias, Jung afirmou

Vi logo que a psicologia analítica concordava singularmente com a alquimia.  As experiências dos alquimistas eram minhas experiências, e o mundo deles era, num certo sentido, o meu. Para mim, isso naturalmente uma descoberta ideal, uma vez que percebi a conexão histórica com a psicologia do inconsciente. (…) Estudando os velhos textos, percebi que tudo encontrava seu lugar: o mundo das imagens, o material empírico que colecionara na minha prática, assim como as conclusões que disso havia tirado. (JUNG, 1975, p. 181)

Acredito que, talvez, a maior dificuldade no estudo da psicologia da alquimia seja compreender a afirmação “as experiências dos alquimistas eram as minhas experiências” e identifica-las como nossas experiências. Sim, acredito que seja fundamental compreendermos que a alquimia é uma impressão da psique na história, codificada em símbolos e narrativas elaboradas, e que os mesmos processos arquetípicos que impulsionam os alquimistas são os mesmos que continuam ativos no homem contemporâneo, isto é, em nós.  Assim, as experiências dos alquimistas são também nossas experiências. Sim acredito que nossas preocupações como psicólogos e analistas junguianos são, por analogia, as mesmas que norteavam os antigos alquimistas. Vamos ver três pontos fundamentais nessa relação

a) A relação espirito-matériamercurius

Os alquimistas buscavam libertar o “espirito da matéria” normalmente designado por “Mercurius”(FRANZ, 1992) para tanto lançavam mão de uma série de operações. Hoje compreendemos que eles vivenciavam seu próprio inconsciente projetado na matéria, os fenômenos observados na matéria correspondiam a dinâmica psíquica inconsciente. A matéria era tão desconhecida do alquimista que possibilitava seu preenchimento ou sua mudança de significado dada a projeção.

Na prática clinica, por um lado o problema espirito-matéria é vivenciado em alguns casos de fobia, em casos de TOC, em somatizações e mesmo no consumismo (dentre outros).Nesses casos vemos como a psique fecunda a matéria tornando-a ou amedrontadora, ou portadora de segurança ou mesmo alterando o funcionamento natural. Assim, seja na projeção ou somatização (lembrando que a alquimia indiana se fundiu com algumas formas de yoga, se caracterizando pelas operações que lidavam com o processo corporal).

 Por outro lado, temos no fenômeno da projeção que é fundamental nas técnicas expressivas, sandplay, dentre outras, que possibilita que conteúdos psíquicos sejam elaborados na matéria.

 

b) A Opus

Na prática a Opus, a Obra, era o centro do trabalho do alquimista, pois, era através da Opus que ele atingiria seus objetivos. A Opus era um trabalho árduo, o texto alquímico Turba Philosophorum, diz que Todos os que buscamos seguir essa arte não podemos atingir resultados úteis senão com uma alma paciente, laboriosa e solícita, com uma coragem perseverante e com dedicação contínua” (EDINGER, 2005, p.25). Os estágios da Opus(nigredo-albedo-rubedo),  assim como as operações( Calcinatio (calcinação) Solutio (solução) Elementorum separatio (separação dos elementos), Putrefactio / Mortificatio (putrefação) Coagulatio (coagulação), Sublimatio (sublimação) Coniunctio (conjunção)) realizadas de fato na matéria, mas, com um significado psíquico profundo análogos ao processo de individuação.

A respeitos das etapas da alquimia Marie-Louise von Franz comenta1

Na primeira fase, nigredo, o material inicial (prima matéria) é dissolvido, calcinado, pulverizado e lavado ou purificado. Trata-se de um estágio perigoso, em que costumam desenvolver-se vapores venenosos, bem como ocorrer envenenamentos por chumbo ou mercúrio ou explosões. Segundo antigos textos, vive no chumbo “um demônio impudico que pode causar uma enfermidade do espírito, ou alienação mental”. O operador sente-se confuso, desorientado, sucumbindo a uma profunda melancolia ou sentindo-se transportado à camada mais profunda do inferno. O nigredo tem seus paralelos no processo de individuação, no confronto com a sombra.(…)

No trabalho alquímico, o nigredo é seguido pelo albedo. Esse estágio corresponde, no processo de individuação, à integração dos componentes contrassexuais interiores, a anima no caso do homem, e o animus no da mulher. (Como quase todos os textos alquímicos foram escritos por homens, o albedo costuma ser descrito como o estágio “em que a mulher reina e a luz da lua aparece”. (…)

No procedimento alquímico, rubedo ou citrinitas (avermelhamento ou cor de ouro) segue o albedo. Nessa fase, o trabalho chega ao fim, a retorta é aberta e a pedra filosofal começa a irradiar o efeito de cura cósmico. Ele une todos os opostos em si e junta os quatro elementos do mundo.32 Também o self, que se faz realidade no processo de individuação, é o homem mais amplo, o homem interior, que direcionado para a eternidade, o anthropos descrito como esférico e bissexual e que “representa a mútua integração do consciente e do inconsciente”. (FRANZ, 1992, p. 181-3)

As operações foram cuidadosamente comentadas por Edward F. Edinger no livro Anatomia da Psique, onde ele faz um comparativo do processo de psicoterapia e as operações alquímicas. Não há a menor dúvida de que as operações alquímicas, como símbolos e metáforas, nos possibilitam uma melhor compreensão dos processos simbólicos do inconsciente.

Compreender a simbologia alquímica das fases e operações nos possibilita compreender as narrativa, sensações e sintomas – igualmente simbólicos. Notamos que muitos se perdem ao longo da analise justamente por não exercitar o estudo de simbolismos – vale lembrar que estudar os trabalhos de alquimia nos conduz ao estudo do simbolismo religioso presente na mesma.

c) A pedra filosofal

A pedra filosofal ou elixir da vida eram a meta dos alquimistas. A pedra filosofal tinha um lugar importante no imaginário dos alquimistas, pois, nela estariam reconciliados todos os elementos e, por isso, frequentemente é associada as “núpcias químicas” ou o “casamento real”.  Psicologicamente a pedra filosofal é associado ao Self. Segundo Jung, o Self era o ponto de partida e a meta a ser alcançada no processo de individuação

o trabalho chega ao fim, a retorta é aberta e a pedra filosofal começa a irradiar o efeito de cura cósmico. Ele une todos os opostos em si e junta os quatro elementos do mundo. Também o self, que se faz realidade no processo de individuação, é o homem mais amplo, o homem interior, que direcionado para a eternidade, o anthropos descrito como esférico e bissexual e que “representa a mútua integração do consciente e do inconsciente”.(FRANZ, 1992, p.182)

A pedra filosofal como expressão do self indica a meta do desenvolvimento psíquico, a integração dos opostos.

***

Compreender a dinâmica e simbolismo alquímico é importante para uma compreensão profunda da psicologia junguiana. Como disse no inicio, considero fundamental compreendermos, assim como Jung, que as experiências dos alquimistas são as nossas.

labor

Referências

EDINGER, E. F, Anatomia da Psique, Cultrix, São Paulo,4ed. 2005.

Franz, M-L, von , C.G.Jung – Seu mito em nossa época, Cultrix: São Paulo, e1992

JUNG, C. G., Memórias Sonhos e Reflexões, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975

Curso : Análise Junguiana dos Sonhos

 

CURSO ANÁLISE JUNGUIANA DOS SONHOS
Carga horária – 20h
15 de agosto e 29 de agosto 2015 em Vitória/ES.
Misteriosos, enigmáticos e fascinantes, os sonhos sempre despertaram a curiosidade da humanidade. Com Freud teve início o estudo científico dos sonhos. Jung, que durante um curto período foi colaborador de Freud, o estudo dos sonhos se ampliou, passando a considerar não apenas a história pessoal do indivíduo, mas, também a história da humanidade através dos mitos, religiões e contos de fadas. Para Jung a psique não era apenas um produto da experiência pessoal, mas, também formada por uma camada profunda, fértil, saudável e comum a todos os seres humanos, o inconsciente coletivo. Assim, os sonhos seriam uma via para nos compreendermos de forma profunda, um veículo para a integração do Si-mesmo.
A importância dos sonhos é tamanha para a psicologia junguiana que nenhum outro assunto tem tantos livros dedicados a ele. Compreender os aspectos fundamentas da teoria e analise dos sonhos é requisito fundamental para a clínica junguiana.
O objetivo deste curso é apresentar os principais conceitos junguianos aplicados ao processo de interpretação dos sonhos. Compreender os tipos de sonhos, apresentar o método junguiano de análise e interpretação e discutir sua importância na clínica junguiana.
PROGRAMA DO CURSO
– A psique Junguiana
– Arquétipo, Complexo e Símbolo
– Persona, Sombra, Anima/Animus e Self
– Processo de individuação
– Teorias sobre os sonhos
– Sonhos e suas funções
– Tipos de Sonhos
– Métodos de interpretação redutivo e sintético-construtivo
– Estrutura dos sonhos, séries de sonhos
– Linguagem simbólica
– Associações e amplificações
– A análise e interpretação do sonho:
– Exercícios prático
– Temas Comuns em Sonhos
– Sonhos em Psicoterapia
– Pesadelos
– Outras técnicas de trabalho com sonhos
CORPO DOCENTE
– Fabrício Fonseca Moraes, psicólogo clínico.
INVESTIMENTO
R$349,00
Á vista com 5% de desconto (depósito bancário)
ou 2x R$175,00 (cheque ou cartão de crédito)
LOCAL DO CURSO
Centro de Formação Martim Lutero – Rua Engenheiro Fábio Ruschi, 161, Bento Ferreira – Vitória/ES.
Solicite sua ficha de inscrição pelo e-mail: institutocognitiva@gmail.com
Maiores informações
Mayck – (27) 99696-8478 ou institutocognitiva@gmail.com