Série Narciso: Trauma e Defesas no Narcisismo 

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Para compreender o narcisismo, é preciso um olhar atento à sua psicodinâmica e ao seu desenvolvimento. Jung afirmava que “o importante já não é a neurose, mas quem tem a neurose. É pelo ser humano que devemos começar, para poder fazer-lhe justiça” (Jung, 1999, p. 80). Portanto, entender o indivíduo narcisista exige compreender sua história e os eventos que moldaram sua maneira de lidar consigo mesmo e com o outro.

Nos textos anteriores, abordamos o narcisismo sob a perspectiva do mito (cf. O Narcisismo – Mito e Clínica) e na pluralidade de estudos e perspectivas (cf. Narcisismo Plural). Neste texto, voltamo-nos ao desenvolvimento desse fenômeno; contudo, é fundamental reconhecer que as diversas teorias que o estudam descrevem, cada qual sob uma perspectiva própria, a vivência traumática como base da organização narcisista. Para Kohut, o narcisismo origina-se das falhas empáticas crônicas e persistentes dos ‘self-objetos’ (pais); Kernberg, por sua vez, associa-o a uma relação materna fria, rejeitadora e, simultaneamente, superprotetora; já Schwartz-Salant aponta a invasão pela intensa ‘inveja parental’ e a repressão exercida por uma ‘uroboros patriarcal’ dominadora. Longe de serem excludentes, essas perspectivas são complementares, evidenciando a complexidade e a multiplicidade das raízes traumáticas do narcisismo

O Trauma na perspectiva junguiana

No campo junguiano, a psicodinâmica do trauma foi delineada por meio do trabalho de Donald Kalsched, que fundamenta grande parte dos estudos contemporâneos sobre o tema. O autor assinala: “Quando usamos a palavra “trauma”, estamos nos referindo a alguma experiência aguda ou acumulativa que nos “despedaça”. Este despedaçamento é tanto um evento exterior que nos choca quanto um evento interior que chamamos de dissociação” (KALSCHED, 2019, p. 442). Portanto, o trauma configura-se como um fenômeno disruptivo que, ao exceder a capacidade do ego em metabolizar a vivência, mobiliza defesas primitivas e dissociativas.

A vivência traumática supera a capacidade defensiva ego, leva a mobilização de um processo defensivo basal, nomeado por Fordham como “defesas do Self”ao que Kalsched também chamou de defesas arquetípicas, que formam o Sistema de Autocuidado que

que executa as funções autorregulatórias e mediadoras internas/externas que, em condições normais, são executadas pelo ego operacional da pessoa. É aqui que surge um problema. Uma vez que a defesa do trauma é organizada, o sistema de auto cuidado “faz a triagem” de todas as relações com o mundo exterior (Kalsched, 2013,p.17)

Para preservar o Self da devastação da experiência traumática, o sistema arquetípico de autocuidado promove cisões profundas na personalidade. O ego é cindido: uma parte mantém-se funcional, progredindo na relação com a realidade externa, enquanto a outra permanece regredida, infantil e ferida. Essa divisão perpetua a fragilidade do ego, impossibilitando o desenvolvimento de uma autonomia genuína, a manutenção de relacionamentos saudáveis e a vivência plena do processo de individuação.

A divisão é sustentada por defesas dissociativas primitivas que atacam os vínculos, conforme descrito por Bion. Kalsched aponta que tais defesas comprometem as conexões entre afeto, sensação, imagem e conhecimento (os elementos do modelo BASK — behavior, affect, sensation e knowledge). Como resultado, os afetos corporais e as sensações traumáticas não adquirem representação mental ou simbólica, o que impede a reconstrução histórica e mantém a experiência traumática — bem como o ‘self pessoal’ — no campo pré-simbólico. Retida no corpo, essa vivência deixa o indivíduo privado de afetos e da sensação de integridade.

O sistema de autocuidado manifesta-se como um protetor que é, simultaneamente, um opressor interno. Ele exerce sua proteção ao gerar um estado de conforto psíquico, através de fantasias e sonhos que estabilizam a vida mental dentro de limites estritos, evitando a exposição a ameaças externas. Por ser atemporal, esse sistema não se atualiza; ele ignora as mudanças na trajetória vital do indivíduo, operando sempre de forma rígida. Assim, quando o adulto se depara com novas oportunidades de amor, intimidade ou realização, o guardião interno interpreta tais vínculos como ameaças de retraumatização, sabotando-os violentamente de dentro para fora. 

Na maioria das vezes, as sabotagens atuam retraumatizando o ego, para mantê-lo seguro e controlado. Essas defesas arcaicas transformam-se, então, em forças contrárias à vida — um processo análogo a uma doença autoimune da psique, na qual o sistema de defesa ataca o próprio organismo que deveria proteger.

O processo traumático pode seguir diferentes cursos de desenvolvimento, variando conforme a natureza da experiência, sua duração, possibilidades de reparação e o momento do ciclo vital em que ocorre. Em certas situações, ele compromete o desenvolvimento do ego, podendo dar origem a quadros limítrofes, em outros neuroses graves e, na vida adulta, ao transtorno de estresse pós-traumático.

O Trauma e a relação parental na origem do Narcisismo

No entanto, por trás da blindagem aparentemente impenetrável do narcisista, a psicologia profunda revela uma realidade dramática: o narcisismo esconde uma estrutura defensiva complexa construída na infância como uma estratégia desesperada de sobrevivência psíquica diante de traumas relacionais profundos.

Há um certo consenso acerca da falha na relação parental no processo de desenvolvimento do narcisismo. Ou seja, quando os cuidadores falham em fornecer o suporte emocional básico, a psique em desenvolvimento da criança é forçada a se defender (clivar) para proteger seu núcleo existencial. 

O pensamento de Kohut serve como referência para muitos autores na compreensão o desenvolvimento do narcisismo patológico. Segundo ele, trauma narcísico na infância ocorre quando esse equilíbrio do self arcaico é rompido de forma crônica e grave por falhas parentais, esse rompimento pode ser relacionado à patologias e limitações dos pais que impedem a sintonização emocional saudável

uma mãe autocentrada pode projetar na criança suas próprias necessidades, tensões e humores, responder de forma exagerada a algumas demandas, de acordo com suas próprias falhas narcísicas, ou mesmo deixar de responder a essas demandas por estar preocupada com as próprias demandas, em vez de empaticamente conectada com a criança. Todas essas possibilidades, que Kohut denomina respectivamente empatia defeituosa, empatia exagerada e falta de empatia, expressam falhas empáticas da mãe. (AZEVEDO e MELLO NETO, 2018, p129).

Essa falha relacional acarreta a incapacidade da mãe de regular a ansiedade do filho, impedindo que a criança desenvolva a capacidade de lidar com suas próprias emoções. Esse conceito de falha relacional, compreendido como a incapacidade materna de espelhar a criança, serve de base para que Kernberg enuncie sua percepção do narcisismo. Segundo Pelisson e Caropreso (2022),

Kernberg (1975), para além de fatores inatos que tendem a levar o indivíduo a apresentar afetos negativos, o predomínio de uma figura materna cronicamente fria, narcisista e, ao mesmo tempo, superprotetora, parece ser o principal elemento etiológico na psicogênese da patologia narcísica. A inclusão do filho no mundo narcisista da mãe durante certos períodos de seu desenvolvimento inicial, cria na criança a predisposição a considerar-se “especial”, ao redor da qual se cristalizam as fantasias de um self grandioso. (p.5)

Deste modo, a gênese do narcisismo patológico (conforme o termo de Kernberg) está profundamente ligada a um padrão materno ambivalente, caracterizado por uma figura fria e rejeitadora que, paradoxalmente, exerce uma superproteção sufocante. Nessa dinâmica, a criança passa a servir como um espelho das necessidades e ambições da mãe, tendo sua subjetividade constrangida a validar o mundo narcisista parental. Diante desse cenário de agressividade dissimulada, a criança busca refúgio em seus talentos, inteligência ou beleza, apegando-se rigidamente a essas características ‘especiais’ como estratégia de sobrevivência e compensação frente ao sentimento básico de não ser amada.

Por outro lado, na perspectiva junguiana, Schwartz-Salant(1992), amplia a compreensão dos processos ambivalentes da  relação parental, 

Tem-se sugerido que a idealização desempenha papel fundamental na formação do indivíduo narcisista (Masterson, 1981, pag. 13). De acordo com esta teoria, a criança foi alvo dos elevados e grandiosos ideais dos pais. Através  das mensagens, em grande parte inconscientes, transmitidas pelas figuras paternas, foi-Ihe atribuída a “responsabilidade” de levar a bom termo as ambições frustradas, que são, na verdade, as formas arcaicas dos fracassos de individuação dos pais. E claro que, se a criança for tratada como “especial”, surgirão dificuldades dessa forma concentrada de atenção,visto que a exigência básica é se exceder em desempenhos. A questão, porém, é muito pior. 0 indivíduo narcisista recebeu, ao mesmo tempo, uma mensagem inteiramente oposta, ou ‘seja, a devastadora mensagem da inveja, que the e transmitida assim “Você é extraordinário e  eu o odeio por isto. Você tem tudo e, como eu não tenho, desprezo-o por isto.” Ter “tudo” refere-se aqui às qualidades mais conscientemente idealizadas que os pais adotam. (p.77-8)  

Na perspectiva de Schwartz-Salant, o trauma narcisista se dá a partir de uma dinâmica relacional ambígua, onde a criança é alvo de projeções de ambições parentais frustradas que, fundamentalmente, ganham contorno como uma inveja inconsciente. Segundo o autor, essa inveja parental atua como um agente do trauma, pois os cuidadores, incapazes de lidar com seus próprios fracassos de individuação, dirigem um “ódio silencioso” aos potenciais do filho.

Nesse ambiente, a criança experimenta a dor de ser apenas um “ator”, valorizada exclusivamente pelo que performa  para sustentar a autoestima dos pais. Schwartz-Salant ressalta que a invasão de uma “uroboros patriarcal” — um ambiente agressivo e focado no desempenho — impede a maturação do “ser” somático e a capacidade de simplesmente existir em repouso. O desenvolvimento é marcado por um sadismo emocional, muitas vezes vindo do pai, que retira o afeto nos momentos de vulnerabilidade, aprisionando o indivíduo em um sistema de autoproteção rígido e desprovido de vitalidade interna.

A Arquitetura do Processo Defensivo

No narcisismo (e nos quadros limítrofes em geral)  as defesas não são apenas reações superficiais, mas sim uma complexa e ativa organização psíquica destinada a proteger o indivíduo de dores inomináveis e da fragmentação da identidade. A complexidade do processo defensivo é perceptível nas diversas compreensões acerca das defesas. Em todo caso, compreender as defesas é a chave de compreensão do processo traumático e a via para encaminhar o processo psicoterapêutico.

– Kohut

Na perspectiva da Psicologia do Self de Kohut, o transtorno narcisista é compreendido como um bloqueio ou paralisação no desenvolvimento natural do self, que permanece fixado em um estágio arcaico e do grandioso-exibicionista. 

Kohut compreende que as estruturas defensivas servem apenas como um ‘tampão’ para ocultar as falhas primárias do self, que os processos compensatórios não conseguiram reparar.

Para mascarar essas dificuldades, especialmente na área da grandiosidade e do exibicionismo, o paciente frequentemente apresenta uma ‘hipervitalidade’ ou um entusiasmo artificial. Esse comportamento expansivo funciona como uma fachada, uma tentativa de ocultar sentimentos profundos de depressão, solidão, baixa autoestima ou até mesmo uma sensação de morte psíquica que o indivíduo não consegue enfrentar.

Além disso, a psique recorre ao que chamamos de ‘self grandioso arcaico’. Nesse processo, a criança tenta resgatar seu sentimento de onipotência concentrando toda a perfeição e poder em si mesma. Essa percepção inflada, quase sempre acompanhada pela idealização de uma figura parental perfeita, é mantida de forma isolada ou reprimida para proteger o indivíduo da ansiedade de desintegração. 

Assim, com frequência, o narcisista se fusiona com o outro, ignorando a individualidade deste, como uma busca compulsiva e idealizada por valorização e pertencimento 

– Kernberg

 Por outro lado, Kernberg se posiciona de forma oposta a Kohut, o narcisismo seria estrutura patológica de defesa altamente ativa, e não um bloqueio no desenvolvimento. 

Na teoria de Kernberg, a defesa fundamental do narcisista é a construção do “si-mesmo grandioso patológico”. Essa estrutura funciona como uma fusão imaginária entre quem a criança realmente é, suas fantasias de perfeição (poder e beleza) e uma imagem idealizada dos pais, que substitui os pais reais, vistos como decepcionantes. Esse mecanismo serve como um escudo contra conflitos intensos entre amor e ódio, protegendo o ego da pessoa contra sentimentos avassaladores de inveja e agressividade.

Para sustentar essa fachada grandiosa, o indivíduo utiliza defesas típicas da organização ou estrutura limítrofe. A mais importante é a cisão, que separa o mundo e o “si-mesmo” em polos “totalmente bons” ou “totalmente maus”, evitando que o ódio interno manche a imagem amorosa idealizada. Além disso, ocorre a identificação projetiva, onde a pessoa projeta suas agressões nos outros e depois tenta controlar obsessivamente essas pessoas para se sentir segura. Por fim, a onipotência e a desvalorização completam o quadro: a pessoa se coloca em um patamar superior, enquanto rebaixa os outros para se proteger da inveja e do medo profundo de depender de alguém.

– Schwartz-Salant 

Pela perspectiva junguiana, Schwartz-Salant concebe o narcisismo como uma atitude defensiva especial contra danos a um sentimento de identidade pobre e contra a própria realidade inconsciente.

A defesa central aqui é o que o autor chama de “Falsa Uroboros” que é um processo defensivo que gera uma barreira protetora,como uma “concha” que nega qualquer necessidade de dependência, fazendo o indivíduo acreditar em uma falsa ilusão de que ele é totalmente autossuficiente.

Essa estrutura é reforçada pelo que o Schwartz-salant chama de “sentido de ser especial”. Frequentemente, a criança percebe sentimentos hostis dos pais ( ódio ou inveja). Para sobreviver a esse ambiente hostil, a criança infla a percepção de si mesma como alguém “extraordinário” ou “superior”. Esse senso de grandiosidade atua como uma barreira psicológica: é uma forma de dizer “eu não sou quem você despreza, eu sou grande e importante”, protegendo o psiquismo da percepção dolorosa de ser odiado por quem deveria amá-lo.

Na convivência com os outros, essa defesa se manifesta através do “controle especular”. O narcisista acaba tratando as pessoas ao seu redor como meros espelhos para sua grandiosidade. Ele sente um impulso constante de controlar os outros para garantir que eles reflitam apenas a imagem perfeita que ele deseja ver de si mesmo. Como consequência, quem se relaciona com ele acaba se sentindo sufocado, esvaziado ou invisível, já que não é tratado como uma pessoa real, mas apenas como um acessório para sustentar a autoimagem do narcisista.

Um ponto fundamental e paradoxal é que o narcisista vive em guerra não apenas com o mundo externo, mas com seu próprio “Si-mesmo” verdadeiro. Ele evita entrar em contato com sua essência profunda porque teme que a energia e o poder desse “Eu” real sejam tão intensos que poderiam estilhaçar a fachada grandiosa que ele construiu. Assim, o narcisista prefere manter-se na superfície, evitando o mergulho na própria subjetividade.

Assim, Schwartz-Salant aponta que a inveja crônica atua como uma “cola psíquica”. É esse sentimento que mantém todas essas defesas unidas. O narcisista, de forma preventiva, tenta destruir o valor ou as conquistas dos outros para que sua própria estrutura defensiva não corra riscos. No fundo, esse processo constante de invalidar o outro acaba gerando um profundo e silencioso ódio contra si mesmo, alimentando um ciclo de sofrimento e isolamento.

– West

Ainda no campo junguiano, um autor atual, Marcus West adota uma perspectiva focada no trauma relacional precoce, enfatizando mais aos conceitos de Michael Fordham sobre as defesas do self.

Na perspectiva de West(2007), o narcisista não reage apenas psicologicamente, mas de forma corporal e instintiva para proteger seu núcleo existencial. Uma das reações mais marcantes é o chamado ‘ataque ao não-self’. Quando o indivíduo sente que algo ou alguém — como a própria terapia ou uma interpretação do analista — invade seu espaço de forma estranha, ele reage com agressividade. Esse comportamento se manifesta clinicamente como uma resistência aberta ao método terapêutico, funcionando como um escudo contra o que ele percebe como uma intrusão. 

Para lidar com o medo profundo de ser aniquilado ou com a vergonha que surge de rejeições antigas, o psiquismo cria uma blindagem onipotente. Essa defesa utiliza mecanismos como a negação, que exclui da consciência partes dolorosas da realidade, e a cisão, que divide o mundo entre o que é ‘totalmente bom’ ou ‘totalmente mau’, ou que fragmenta a própria identidade. Além disso, o uso constante da projeção e da identificação projetiva permite que o indivíduo lide com suas dores internas atribuindo-as aos outros, mantendo sua fachada de invulnerabilidade.

West aponta que a mente do narcisista traumatizado responde a pressões relacionais com mecanismos biológicos primitivos de sobrevivência: luta, fuga, congelamento ou colapso. O indivíduo que opta pela ‘luta’ torna-se agressivo, frio e controlador, como uma forma de manter o controle sobre o ambiente. Essa rigidez se expressa na ‘dinâmica da mesmice’: o indivíduo prefere manter tudo igual e previsível, pois vê qualquer diferença ou individualidade do outro como uma ameaça real de rejeição ou aniquilação. Ao se fechar nesse campo de igualdade controladora, ele acaba bloqueando a empatia e desenvolvendo uma cegueira para a realidade e para o mundo único das outras pessoas.

Algumas considerações finais

O narcisismo revela uma ferida profunda. Um dos grandes desafios é compreender que os quadros narcisistas não se restringem apenas à sua manifestação mais extrema — o narcisismo patológico —, que apresenta semelhanças significativas com a psicopatia. 

Ao explorarmos as diferentes perspectivas sobre os processo defensivos, evidenciamos a complexidade do fenômeno narcisista. Esses processos constituem a base da psicodinâmica do paciente; compreendê-los é, portanto, essencial para ir além de classificações diagnósticas e acessar a profundidade do funcionamento narcisista.

No próximos textos discutiremos sobre as possibilidades clínicas relacionadas ao narcisismo.

Referências

AZEVEDO, Monia Karine; MELLO NETO, Gustavo Adolfo Ramos. O conceito de self em Heinz Kohut. Rev. bras. psicanál, São Paulo, v. 52, n. 2, p. 123-140, 2018.

JUNG, C.G. A prática da Psicoterapia, Petrópolis: Vozes, 1999.

KALSCHED,D. O Mundo interior do Trauma, São Paulo:Paulus, 2013
STEIN, Murray (Org.). Psicanálise Junguiana: Trabalhando no espírito de C.G. Jung. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

SCHWARTZ-SALANT, N. A personalidade limítrofe: visão e cura.São Paulo: Cultrix: 1992.

PELISSON, M. C. C.,  CAROPRESO, F. S. . O narcisismo e as patologias narcísicas na perspectiva de Kernberg. PLURAL – Revista de Psicologia UNESP Bauru, 1, e022012. 2022.

WEST, Marcus. Feeling, Being, and the Sense of Self: A New Perspective on Identity, Affect and Narcissistic Disorders. London: Routledge, 2007.

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Com quase duas décadas dedicadas à escuta clínica e ao estudo da psique humana, Fabrício Fonseca Moraes é psicólogo junguiano, professor e diretor do CEPAES. Sua prática — viva em consultório desde 2004 — é enriquecida por uma visão integrativa e profunda do ser humano. Graduado pela UFES, ele transita com autoridade por diversas áreas do cuidado: é especialista em Psicologia Clínica e da Família, Teoria e Prática Junguiana e Acupuntura Clássica Chinesa, somando a isso sua formação em Hipnose Ericksoniana. Acredita no poder da difusão do conhecimento, sendo o coordenador do Blog do Jung no Espírito Santo (psicologiaanalitica.com), um espaço dedicado a traduzir a psicologia analítica para o dia a dia.

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