Desatar Nós e Viver Só (e Inteira): O manifesto de liberdade da alma feminina
Kelly Tristão
A reflexão a seguir nasceu logo ao final de um atendimento com uma mulher incrível. Considero meu trabalho um raro privilégio, pois sou diariamente convidada a testemunhar os lugares mais pessoais e vulneráveis da alma humana, em especial, da alma feminina. Foi a partir da força das mulheres que acompanho – expressada na pessoa dessa mulher, que a letra de Triste, Louca ou Má ecoou entre nós. Ao costurar a denúncia lírica que a música propõe com a psicologia analítica esse texto explora como as amarras culturais sufocam a subjetividade feminina. A intenção é iluminar a desobediência a essas normas não como patologia, mas como um passo essencial para o resgate da soberania de ser o seu próprio lar (alma e corpo).
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Diz-se que a alma das mulheres pertence, em sua origem mais antiga, às águas profundas[1]…
Um inconsciente instintivo, com uma fluidez que não se deixa aprisionar em canais rígidos e com a soberania de um ser que pertence a si mesmo. Mas isso traz medo…e o medo que as profundezas oceânicas provocam na estrutura patriarcal é, em sua essência, o medo do ingovernável…o medo do feminino.
Historicamente, a consciência patriarcal sempre nutriu um profundo temor pela força arquetípica do feminino profundo, tais como simbolizados pelas sereias (Harding, 1998). Por não conseguir controlar ou compreender racionalmente essa força, o sistema tentou contê-la e domesticá-la através dos tabus, proibições e punições.
Quando uma mulher decide quebrar as regras da terra firme para resgatar sua verdadeira pele e retornar ao mar, ela desorganiza as expectativas coletivas. Diante dessa insubordinação, a sociedade a condena: Triste, louca ou má / Será qualificada, ela quem recusar / Seguir receita tal, a receita cultural”.
Quão antigo é… e ao mesmo tempo, quão atual, esse mecanismo que opera sobre a subjetividade feminina. A música, tão fortemente interpretada pela voz de Juliana Strassacapa[2], grita, denuncia o aprisionamento da mulher a uma persona dócil…a uma adaptação superficial e convenientemente exigida para que esse status quo familiar, reprodutivo e conjugal se mantenha.
Essa “bem conhecida receita” do “marido, da família / cuida, cuida da rotina” ecoa também a denúncia de Naomi Wolf (2020) em O Mito da Beleza. Ao longo das gerações, sempre que as mulheres conquistam avanços significativos, sejam eles materiais e políticos, a estrutura social patriarcal constrói e devolve, de forma avassaladora, novos dogmas e “mentiras vitais” para conter sua energia criadora. Com a desconstrução do mito em torno do papel doméstico tradicional, outro mito, “o da beleza” invadiu esse terreno para ocupar a função de controle social, ligando a energia feminina à máquina de poder ao mesmo tempo em que tenta reduzi-la a quem pode ser controlada. Oferece (ou finge) o falso poder de se tornar força de trabalho, mas imputa a ela o cotidiano da dupla jornada e o cansaço crônico, é claro, que tornam-se novos mecanismos políticos de docilização; afinal, “com um cansaço intensificado pelos rigores da QBP [Qualificação de Beleza Profissional] […] a QBP pode acabar alcançando o que a discriminação direta não conseguiu” (Wolf, 2020, p. 86), deixando as mulheres exaustas e sem tempo ou energia para urgências do coletivo e para prontidão intelectual que lhes permitiria questionar e tentar mudar a própria estrutura do sistema. Força de trabalho sim, mas força pensante e autônoma, não!
Esse novo mito alimenta uma busca incessante por conformidade (estética, maternidade…) e imediatismo, que impõe às mulheres uma severa renúncia de sua própria verdade e de seus instintos. Mas “a alma precisa de tempo”, como nos diz Verena Kast (2016), tempo esse que é roubado em sustento da conformidade, tal como em “pele de foca, pele de alma” (cf. a análise desse conto no youtube), o que provoca, o silenciamento da mágoa e raiva para garantir a aprovação. Verena Kast (2022) nos adverte ainda, que corremos o risco de “nos adaptar demais não só ao parceiro, mas também a normas aparentemente válidas” (pg. 97), e o preço dessa sobreadaptação é a alienação de si mesma. Quanto mais nos distanciamos de nós mesma, geramos um estado de enfraquecimento psíquico em que o Eu se ataca em seu próprio ser. E sua pele começa a perder o viço, e a se esfacelar.
A recusa a essa docilidade é imperativa! Mas é justamente aí que a mulher recebe o diagnóstico de inadequação: “triste, louca ou má”... Aquela que rompe com as expectativas de passividade cai em uma armadilha de identidade sem saída conhecida na psicologia analítica o nó duplo da autoridade feminina (Young-Eisendrath; Wiedemann, 1987):
“As mulheres são execradas se afirmam sua autoridade (são chamadas de controladoras, dominadoras, bruxas e até mesmo de nazifeministas) e execradas quando não o fazem (são chamadas de manipuladoras, dependentes, deprimidas, ou pior, de imaturas e autodestrutivas) (p.18).
Trata-se de um impasse asfixiante onde, não importa o caminho que escolha, ela sempre será desvalorizada.
A desobediência a essa engrenagem cultural atiça a fúria dos controladores. E no espiral da história do feminino, como nos aponta Clarissa Pinkola Estés (1997), a natureza instintiva feminina foi repetidamente saqueada, podada e reduzida a ritmos artificiais para agradar os outros. Aquela que ousa manifestar sua soberania e sua voz profunda passa a ser vista pela cultura dominante como uma ameaça assustadora, sendo comumente “proibida, silenciada, podada, enfraquecida, torturada, rotulada de perigosa, louca e de outros depreciativos” (p. 23). A “loucura” e a “maldade” são os nomes que o patriarcado confere ao rugido de uma alma que decide manter-se firme contra as ilusões do mundo que tentam cegar a intuição e sufocar a voz da própria alma.
Ao rejeitar a “receita cultural”, a mulher assume a dor temporária do desarranjo social para salvar sua própria “pele da alma”, sabendo que o revisitar o refúgio das raízes de quem realmente somos, sem amarras, é o sustento contra esgotamento da alma e o silenciamento do ser.
Vamos então “Queimar o Mapa“?
A recusa em permanecer no cativeiro da docilidade nos leva a busca da soberania pessoal: “Eu não me vejo na palavra /Fêmea, alvo de caça/ Conformada vítima/. Prefiro queimar o mapa/ Traçar de novo a estrada Ver cores nas cinzas/ E a vida reinventar”
O grito de não se ver como “conformada vítima” ou “alvo de caça” assinala um dos rompimentos psicológicos mais importantes na vida de uma mulher. Em Abandonar o papel de vítima (2022), Verena Kast alerta que a posição de vítima, quando idealizada, torna-se uma armadilha perigosa que estabiliza temporariamente uma autoestima frágil, e seu sofrimento se transforma em uma queixa que as impede de agir. Há sofrimento? Muito!!! Mas “não sem dores/ Aceita que tudo deve mudar” e para romper esse ciclo paralisante, precisamos sacrificar a posição da vítima e atuar ativamente para essa mudança.
O ato corajoso de “queimar o mapa” das velhas expectativas exige que a mulher recupere uma força que lhe foi culturalmente proibida: a agressividade. E preciso desmistificar a visão de que a agressividade é inerentemente destrutiva, e entendê-la como uma força vital, um impulso de defesa do próprio espaço (Kast, 2022). Quando abrimos mão da agressividade, ficamos somente com a parte do medo que nos manterá no papel da “conformada vítima”. É essa agressão saudável que permite à mulher deixar de ser “alvo de caça”, pois a função mais importante da agressividade é a definição de limites claros. Ao demarcar firmemente até onde o outro pode ir, a mulher resgata seu valor: “A autoafirmação acontece nesse confronto. Quando sei que consigo me afirmar e defender” (Kast, 2022, 41), isso me dá coragem.
Ao queimar as velhas rotas de submissão, a mulher inevitavelmente se depara com a dor da destruição de sua antiga Persona, mas é exatamente ali que ela declara “ver cores nas cinzas”. A queima das ilusões é necessária para o verdadeiro florescimento da alma instintiva, pois, como Estés nos lembra, “chegar ao fundo do poço, embora extremamente doloroso, é chegar ao terreno de semeadura”(1997, p. 277). As cinzas do mapa patriarcal tornam-se, então, o adubo fértil para reinventar a vida.
Ao “traçar de novo a estrada”, a mulher deixa em definitivo o lugar de vítima e assume uma nova identidade. A imagem oposta a vítima e ao agressor é a imagem do modelador (Kast, 2022). A modeladora do seu próprio destino não se entrega ao ressentimento cego, mas se compromete com as possibilidades reais do presente. A mulher que traça a própria estrada torna-se o Sujeito de sua história, o que exige coragem moral: “Ser Sujeito de seus próprios desejos significa não só expressar o que você quer, mas também assumir a responsabilidade por seus desejos” Young-Eisendrath (2001, p. 40). Reinventar a vida é, portanto, o ato feminista supremo de se apropriar da própria autoria, sem culpas e sem pedir licença.
Sua Carne Não Te Define…
Cantar (gritar) “Sua carne não te define/ Você é seu próprio lar… /E o homem não me define/ Minha casa não me define/ Minha carne não me define/ Eu sou meu próprio lar” é um ato de rebeldia contra a engrenagem de controle social contemporânea. Naomi Wolf (2020), argumenta que, à medida que as mulheres conquistaram poder legal e material, a pressão estética aumentou para frear esse avanço: “A ideologia da beleza é a última remanescente das antigas ideologias do feminino que ainda tem o poder de controlar aquelas mulheres que a segunda onda do feminismo teria tornado relativamente incontroláveis” (p. 27). A cultura patriarcal tenta reduzir a mulher à sua carne, avaliando-a constantemente para mantê-la exausta e insegura.
A mulheres são ensinadas a viver sob a tirania de serem “objetos de desejo” (Young-Eisendrath, 2001). A obsessão com a carne e com a imagem reflete uma profunda alienação de si mesma: “Querer ser desejada significa enxergar o nosso poder em uma imagem e não em nossos atos. […] Em vez de conhecer a verdade sobre o que somos e o que queremos de nossas vidas, ficamos presas a imagens” (p. 17). A libertação proclamada pela música exige exatamente a renúncia a esse falso poder da sedução corporal.
A recusa em ser definida pela carne não é, contudo, uma recusa ao corpo, mas um resgate do “corpo jubiloso”. A cultura trata o corpo da mulher como uma escultura a ser moldada: “O corpo não é de mármore. Não é essa a sua finalidade. A sua finalidade é a de proteger, conter, apoiar e atiçar o espírito e alma em seu interior” (Estés, 1999, p. 259). Para Estés, na psique selvagem, o formato e o tamanho da carne não importam; o que define a integridade do corpo feminino é a sua capacidade de viver: “A questão selvagem está em saber se esse corpo sente, se ele tem um vínculo adequado com o prazer, com o coração, com a alma, com o mundo selvagem” (p.259).
“Eu sou meu próprio lar”!!! Marca a transição absoluta da mulher que deixa de ser Objeto para tornar-se o Sujeito da sua própria história. Young-Eisendrath (2001) define que “Ser Sujeito dos nossos desejos significa aceitar a experiência desafiadora e cheia de matizes de descobrir quem nós somos, mapeando as diversas camadas de nossas vidas subjetivas e respondendo por elas” (p. 40). Ser o próprio lar traz a necessidade imperativa de focar nos valores internos, cuidando do fogo central da alma. Quando a mulher finalmente abandona a necessidade de agradar aos outros ou de se definir por um homem, uma casa ou sua carne, ela renasce indestrutível: Ela se torna, de forma plena e soberana, o seu próprio lar.
Ver Cores nas Cinzas…
E dor do desmembramento e da opressão social é convertida em matéria-prima para a recriação ao cantar “Prefiro queimar o mapa / Traçar de novo a estrada / Ver cores nas cinzas / E a vida reinventar”.
Em “A Ciranda das Mulheres Sábias” Clarissa Pinkola Estés (2007) evoca o processo de profunda resiliência intuitiva e regeneração – metáfora do “estopim dourado”: A trajetória de muitas mulheres assemelha-se ao destino de árvores majestosas que, expostas a riscos e explorações, acabam sendo derrubadas e desdobradas “em madeira comum para estrados de carga e caixotes” (p. 34). Aparentemente destruídas por forças externas que tentam tolher e retalhar suas vidas “para abrir caminho para outra coisa de valor duvidoso”, o coletivo determina que aquele é o seu fim. No entanto, sob as cinzas da devastação, a seiva vital permanece intacta.
“Por baixo da terra existe ‘uma mulher oculta’ que cuida do estopim dourado, aquela energia brilhante, aquela fonte profunda que nunca será extinta. ‘A mulher oculta’ está sempre procurando empurrar esse espírito essencial em busca da vida… para cima, para que atravesse o solo cego e consiga nutrir seu eu a céu aberto e o mundo ao seu alcance.” (Estés, 2007, 31-32).
Essa força subterrânea, radiante e incorruptível, é a mesma que permite à mulher “ver cores nas cinzas” e testemunhar o milagre do brotamento de novas ramificações — as “árvores filhas” que surgem a partir de um cepo aparentemente morto, dançando “sem parar na alegria de uma nova vida”. Estés (2007) elabora essa capacidade de regeneração por meio de uma indagação essencial que redefine a própria dor feminina:
“Pois quem será capaz de dizer que alguma coisa querida que foi rasgada e retalhada morreu de verdade? Quanto a qualquer mulher arrasada, quem poderá um dia começar a avaliar que grande vida acabará por brotar dos seus cortes, dos seus ferimentos — da eletricidade empurrada para cima a partir do seu cerne oculto, aquele estopim dourado? Por mais que ela tenha sofrido mutilações profundas, sua raiz radiante ainda está viva, ainda está produzindo e sempre estará à procura de vida significativa a céu aberto (p.41-42).”
Essa insistência em florescer, independentemente das mutilações históricas ou subjetivas sofridas, exige que a alma recupere o seu tempo de maturação. O restabelecimento do equilíbrio interno após um abalo profundo demanda paciência e respeito aos ciclos. Kast (2013) lembra que, “embora o tempo não cure todas as feridas — precisamos de tempo para que o processo de cura possa seguir seu curso” (p. 13). É esse tempo orgânico que permite que a dor seja digerida e que a energia psíquica, antes aprisionada na ferida cultural, retorne à autoeficácia criativa.
O resgate do estopim dourado representa, portanto, a herança indomável de que as mulheres “nasceram com a sabedoria no corpo e na alma”. Ao confiar na resiliência do Self intuitivo, a mulher madura que “desatou nós” e escolheu “viver só” compreende que o exílio ou as feridas do passado não determinam o seu fim. Pelo contrário, as marcas do combate tornam-se insígnias de sua entrada para o “clã das cicatrizes”, capacitando-a a viver de modo “ordinariamente majestoso e tão sábio, indomável e perigoso” quanto for convocada a ser. A partir do vazio deixado pelas perdas, ela ergue terra firme, onde antes não havia terra, provando que, mesmo sob as piores tempestades, a alma sempre descobre o seu jeito de voltar a balançar e continuar a dança.
Desatar os Nós: o retorno à Água e a Soberania de Nadar Juntas
Diz-se que a alma das mulheres pertence, em sua origem mais antiga, às águas profundas…começamos e terminados aqui.
Muitas de nós passam anos tentando se adaptar às exigências de terra firme, maternando o mundo e esticando as próprias forças até ressecar. É a dor da perda da nossa verdadeira pele: quando permitimos que roubem nosso habitat psíquico, nossa intuição e nossa integridade, passamos a caminhar sem rumo, cegas e exaustas, sob a tirania de sermos apenas o que o outro deseja. Clarissa nos lembra em “Pele de Foca, Pele da Alma” que, se não planejarmos o nosso retorno periódico à água, se não vestirmos o nosso escudo protetor contra as demandas impossíveis do coletivo, a finíssima fenda na nossa psique inevitavelmente se transformará num abismo.
Reivindicar a própria pele e mergulhar de volta no mar — na solitude voluntária de estar inteiramente em si mesma — é o que nos permite reconquistar a soberania e decretar: “Eu sou meu próprio lar”. E, paradoxalmente, é nesse mergulho solitário nas profundezas do Self que descobrimos que nunca estivemos verdadeiramente sós.
Como no belo sonho daquela mulher incrível em atendimento — que, vencendo o temor das profundezas, se viu nadando com maestria, força e liberdade no mar aberto, sustentada e cercada pelo abraço de outras mulheres —, o retorno ao lar da alma não precisa ser uma travessia solitária e aterrorizante. Existe um aprendizado profunda na cumplicidade e na solidariedade feminina, um refúgio sagrado onde a menos experiente e a mais experiente se dão as mãos para cruzar as correntes em segurança.
Desatar os nós significa curar o medo do mar profundo. Significa confiar que, ao abrirmos mão do controle e nos despirmos das personas domesticadas, as águas não nos afogarão; elas nos sustentarão.
Que possamos, sob o abrigo umas das outras, resgatar a nossa verdadeira pele da alma. E que, na imensidão desse oceano compartilhado, possamos finalmente perder o medo de afundar, descobrindo a beleza, o turgor e a alegria indomável de, finalmente, nadar juntas.
Referências Bibliográficas
- BOLEN, Jean Shinoda. Las Diosas de la Mujer Madura: Arquetipos femeninos a partir de los cincuenta. Tradução de Silvia Alemany. Barcelona: Editorial Kairós, 2003.
- ESTÉS, Clarissa Pinkola. A Ciranda das Mulheres Sábias: Ser jovem enquanto velha, velha enquanto jovem. Tradução de Waldéa Barcellos. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.
- ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com os lobos: Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. Tradução de Waldéa Barcellos. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
- HARDING, Esther. Os mistérios da mulher. Tradução publicada na renomada Coleção Amor e Psique pela Editora Paulus. 1998.
- KAST, Verena. A alma precisa de tempo. Tradução de Markus A. Hediger. Petrópolis: Editora Vozes, 2016.
- KAST, Verena. Abandonar o papel de vítima: Viva a sua própria vida. Tradução de Markus A. Hediger. Petrópolis: Editora Vozes, 2022.
- STRASSACAPA, Juliana; GOMES, Rafael; KOZYREFF, Andrei Martinez; PIRACÉS-UGARTE, Mateo; PIRACÉS-UGARTE, Sebástian. Triste, louca ou má. Intérprete: Francisco, el Hombre. In: FRANCISCO, EL HOMBRE. SOLTASBRUXA. [S. l.]: Natura Musical, 2016. 1 áudio. Faixa 4.
- WOLF, Naomi. O mito da beleza: Como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres. Tradução de Waldéa Barcellos. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2020.
- YOUNG-EISENDRATH, Polly. A Mulher e o Desejo: Muito mais do que a vontade de ser querida. Tradução de Lea Viveiros de Castro. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.
- YOUNG-EISENDRATH, Polly; WIEDEMANN, Florence L. Female Authority: Empowering Women through Psychotherapy. Nova York: The Guilford Press, 1987.
[1] Inspirado em “Pele de Foca, pele de alma”. No livro “Mulheres que correm com os Lobos” – Clarissa Pinkola Estés
[2] Banda “Francisco, El hombre”. Composição de Strassacapa, et al.
Psicóloga Clínica Junguiana; Doutora em Psicologia com enfoque em Saúde Mental Infantojuvenil (UFES); mestre em Psicologia com ênfase em saúde mental; e especialista em Psicologia Clínica e Familia e em Psicologia Analítica. Atualmente está fazendo no Pós-doutorado na temática de Transtornos Alimentares pelo PPGP da UFES, e pós graduação em Transtornos Alimentares e Obesidade pela PUC/RJ. Com experiência de mais 20 anos na Clínica Junguiana, tem experiência: na Psicologia Hospitalar e Saúde Mental; e na coordenação de oficinas de arte e grupos terapêuticos. E é professora de ensino superior. Pesquisadora na área de Saúde Mental (com diversos artigos científicos e capítulos de livro publicados), associada do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, e também é facilitadora de Grupos de Estudos sobre Feminino e Psicologia Analítica. No Cepaes, atua como psicoterapeuta individual de adolescentes e adultos, casais e familia. supervisora clínica e professora. Instagram: @kellytristao.psi


